Dia desses estava estudando um pouco mais sobre o burnout quando me deparei com a palavra CINISMO.
Num primeiro momento achei que estava errado, fora do contexto.
A primeira providência foi saber qual era a definição de cinismo e encontrei isso:
Segundo os dicionários da língua portuguesa, cinismo (do grego kynismós) tem os seguintes significados:
1. Filosofia Doutrina fundada pelo filósofo grego Antístenes de Atenas (discípulo de Sócrates), caracterizada pelo total desprezo pelos bens materiais, pelas convenções sociais e pelos padrões morais vigentes, defendendo uma vida simples, virtuosa e natural — como a dos cães (daí a origem da palavra).
2. Sentido figurado (uso corrente) Atitude de quem mostra desprezo pelas convenções sociais, pelos sentimentos alheios e pelos valores estabelecidos. Caracteriza-se por:
3. Sentido coloquial (Dicionário Informal) Pessoa falsa, sem vergonha e sem caráter. Ação de fingir inocência ou correção moral enquanto se age com maldade ou desonestidade.
Mas no contexto do burnout, o cinismo é uma das três dimensões clássicas da síndrome, ao lado da exaustão emocional e da queda de realização profissional.
E é exatamente esse contraste que causa estranheza quando a palavra aparece nesse contexto.
O cinismo que a OMS descreve como sintoma não é o sentido filosófico (desprezo virtuoso pelas convenções) nem o sentido pejorativo (falsidade ou má-fé). É um mecanismo de defesa emocional:o profissional, esgotado, deixa de se importar como proteção contra a dor de se dedicar e não ver resultado.
Ele não está sendo “sem vergonha” — está emocionalmente exausto. Por isso o termo soa tão deslocado à primeira leitura.
Na prática, o profissional cínico:
Não é uma escolha deliberada. É um mecanismo de defesa inconsciente. O profissional se sente tão sobrecarregado e sem perspectiva que, em vez de continuar se importando e se frustrando, ele simplesmente para de se importar.
É mais fácil tratar tudo com indiferença do que continuar lutando contra um sistema que parece não reconhecer seu esforço.
E esse é um dos sinais mais perigosos para as empresas, porque muitas vezes o profissional cínico continua produzindo.
Ele não falta, não reclama abertamente, não dá sinais óbvios de crise. Mas a qualidade do trabalho cai, o relacionamento com a equipe se deteriora e, silenciosamente, o engajamento vira cumprimento de tarefa.
O colaborador que antes era proativo — que dava ideias, puxava projetos, se importava com o resultado — se transforma em alguém que apenas executa o mínimo.
O pior é que, aos olhos de um gestor desatento, isso pode passar batido como “estabilidade” ou “maturidade”, quando na verdade é o sintoma de que o profissional já desistiu — e está a um passo de se afastar de vez.
Por isso é tão importante se fazer a medição de quociente de estresse no trabalho.
Nesse ponto ainda se mede o estresse, que acaba sendo a porta para o burnout.
A Antares Talentos tem a sua disposição uma avaliação de estresse no trabalho, porque é sobre esse aspecto que o gestor tem controle.
O relatório de Avaliação de Quociente de Estresse, mede os seguintes níveis de fatores de estresse numa pontuação de 0 a 100.
– DEMANDAS DO TRABALHO
– EQUILÍBRIO ENTRE ESFORÇO/RECOMPENSA
– LIDANDO COM CONTROLE
– MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS
– SUPERVISOR IMEDIATO
– APOIO SOCIAL
– SEGURANÇA NO TRABALHO
No final, de acordo com a pontuação, baseado nas respostas pessoais e individualizadas, além de perguntas que indicam caminhos para a resolução do fator medido, são mostrados também os possíveis sintomas físicos, emocionais, cognitivos e comportamentais do estresse em cada modalidade.
Mas isso é um teste? Não, é uma enquete. Teste presume que haja respostas corretas e nesse caso a resposta correta é sempre a percepção do respondente.
O estresse pode vir de fora, por uma doença de parente, cônjuge ou filhos, por uma separação mal resolvida, por dificuldades financeiras?
Sim, mas sobre isso a empresa não tem controle, e é muito mais fácil quando ela ajuda a resolver problemas que possam piorar essa situação, ao evidenciar os motivos do estresse no trabalho ou a falta dele.
Quer saber mais sobre essa ferramenta? Comente como “quero saber mais” e lhe mandaremos maiores informações.
Aguardamos o seu contato.
Abraço.
Maurício Duarte